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www.brianeno.com
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NOME PRÓPRIO
Por essa janela aí abaixo vc pode ver o clipe da música-tema de NOME PRÓPRIO, filme de murilo salles que acabou de estrear em várias salas do brazil. Com interpretação exuberante da leandra leal, o filme está baseado em algumas coisas de nossa clarah averbuck. Tanto o clipe qto o filme não são de se perder, confie em quem não quer enganar ninguém. A música é do Porcas Borboletas. Com o passar dos dias vou falando mais dessa parceria que é um acontecimento gigante na história do Porcas.
http://www.youtube.com/watch?v=XEonGSr6obc
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http://www.youtube.com/watch?v=XEonGSr6obc
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o invasor
DE COMO VIAJAMOS DE FÉRIAS PARA PERNAMBUCO E CONHECEMOS O JOVEM MORENO QUE, MEIO COMO O INVASOR DO FILME DO BETO BRANT, COLOU NA GENTE
bonito demais, corpo de causar furor mesmo em quem nunca houvesse desejado conscientemente o corpo de um homem.
deliciosamente incômoda a primeira vez em q tirou a camisa perto da gente: eu tentando represar a respiração, misto de orgulho ferido e curiosidade, e minha namorada não conseguindo represar o olhar - como perder tal espetáculo? - desaguando-se por inteira no oceano negro da sua pele.
meu inimigo ele? com que sucesso ele conseguia destilar aquele carisma, feitiço embriagando com sabe-se lá quais venenos o olhar já convertido da minha menina.
eu contando aflito o fim dos nossos dias em pernambuco. mas a praia o biquini o sol e aquela companhia dolorosa já eram inevitáveis.
ele contando aflito o fim dos nossos dias em pernambuco. completamente tarado por minha namorada, queria porque queria, e tinha pouco tempo.
achei q ela ia gozar quando ele abaixou a bermuda pra ficar de sunga, na praia. indisfarçável o convite, o muito que se viu era muita promessa. e o movimento se deu tão insolentemente que faltou a voz, que quase se ouvia: olha.
os dias agora eram reféns daquela transa. não haveria correr do tempo enqto não estivessem juntos.
estiveram. alguém tinha que ir ao banco. o sol estava quente demais, ela pediu pra ficar. como ela foi sincera dizendo com a boca "o sol tá muito quente" e com os olhos "vc sabe que eu tenho q ficar aqui um pouco"
no caminho, não sei se por alucinação, mas achei que alguma coisa estava diferente no céu.
qdo voltei, percebi que o correr do tempo já havia recuperado suas forças. dia seguinte, retornamos. nunca mais falamos nele. de vez em qdo, recebo sua visita em sonho. ato contínuo, busco com sede o corpo da minha mulher, na osbcuridade dos lençóis e da madrugada
não sei quem transa com ela, nesses momentos. se eu, ou o invasor.
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bonito demais, corpo de causar furor mesmo em quem nunca houvesse desejado conscientemente o corpo de um homem.
deliciosamente incômoda a primeira vez em q tirou a camisa perto da gente: eu tentando represar a respiração, misto de orgulho ferido e curiosidade, e minha namorada não conseguindo represar o olhar - como perder tal espetáculo? - desaguando-se por inteira no oceano negro da sua pele.
meu inimigo ele? com que sucesso ele conseguia destilar aquele carisma, feitiço embriagando com sabe-se lá quais venenos o olhar já convertido da minha menina.
eu contando aflito o fim dos nossos dias em pernambuco. mas a praia o biquini o sol e aquela companhia dolorosa já eram inevitáveis.
ele contando aflito o fim dos nossos dias em pernambuco. completamente tarado por minha namorada, queria porque queria, e tinha pouco tempo.
achei q ela ia gozar quando ele abaixou a bermuda pra ficar de sunga, na praia. indisfarçável o convite, o muito que se viu era muita promessa. e o movimento se deu tão insolentemente que faltou a voz, que quase se ouvia: olha.
os dias agora eram reféns daquela transa. não haveria correr do tempo enqto não estivessem juntos.
estiveram. alguém tinha que ir ao banco. o sol estava quente demais, ela pediu pra ficar. como ela foi sincera dizendo com a boca "o sol tá muito quente" e com os olhos "vc sabe que eu tenho q ficar aqui um pouco"
no caminho, não sei se por alucinação, mas achei que alguma coisa estava diferente no céu.
qdo voltei, percebi que o correr do tempo já havia recuperado suas forças. dia seguinte, retornamos. nunca mais falamos nele. de vez em qdo, recebo sua visita em sonho. ato contínuo, busco com sede o corpo da minha mulher, na osbcuridade dos lençóis e da madrugada
não sei quem transa com ela, nesses momentos. se eu, ou o invasor.
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Grande sertão: veredas
taí o video que fez parte da performance q eu, o moita e o ricardim apresentamos no goma, em uberlândia, no sarau em torno do centenário do guimarães rosa.
tenda coração de jesus
sempre gostei de religião. gostar de religião, hj, pode soar meio ingênuo, dado o aparecimento dessas tantas religiões picaretas por aí afora. pode soar ingênuo tb qdo se está sob influência desse pensamento racional dito materialista, coisa de universitário. incrusive acho legítimo negar um certo deus - o deus pai vigiliante, punitivo, por ex., ou um certo cristianismo (o cristianismo é culposo, fundado na culpa individualista. mas não vejo cristo assim. cristo, ao meu ver, não é cristão, nesse sentido. cristo é um cara muito doido, né só cabelim não). diz um cara aí, não sei quem, que se o pensamento materialista e ateu da europa aportasse com força na áfrica, levando todo mundo a não acreditar mais em deuses, o prejuízo era certo: baubau tantas danças, rituais, músicas. na dúvida entre deus existir ou não, fiquemos com deus-existindo: vale a pena, tentar louvar seus deuses torna o homem mais divino.
então sempre curti isso, desde os tempos em que era coroinha, em três marias. gostava dos incensos, da música, do sino, da mitologia bíblica. do terço modal das velhinhas. dos vitrais. do gestual. gostava da expressão contrita das pessoas. gostava do estar-junto que eram as festas. gostava de me comungar, achava perfeito isso de celebrar a fusão de corpos através do comer na mesma mesa.
até que virei um cara muito doido, experimentei a contracultura, mandei a igreja católica plantar batata. não deixei de curtir uma ou outra festa junina, um ou outro terço, mas missa frequente, dizer-me católico, não mais.
e assim fiquei, mergulhando em outras divindades, sem a mediação institucional.
até que o destino me levou a conhecer a tenda coração de jesus. era o dia 24 de junho de 2005, três anos atrás. festa de xangô, de são joão, do pai joão da bahia - chefe espiritual da casa -, e aniversário do terreiro. fui completamente arrebatado por tudo aquilo. tanta gente dançando, fumaça de ervas santas no ar, pemba, batuque. os pretos velhos na terra. xangô na terra. de lá pra cá, nunca mais me ausentei da casa. todas as quartas feiras q posso, estou lá.
porque vi no terreiro o espaço da transcendência total. transcende-se o espaço, com a presença de entidades de sei-lá-que-espaço. o espaço, aqui, não conta tanto. transcende-se o tempo, porque ali estão os espíritos de sei-lá-que-tempo. transcende-se o sexo, com a incorporação de, por exemplo, uma preta velha em medium homem. ali é além.
sem contar na sabedoria das pessoas. dona marlene de xangô, minha madrinha pra se orgulhar sempre, me dizendo que os orixás são a natureza, e que a gente canta e dança pra eles pra saudar e estar junto da natureza. ou o pai marcelo, dizendo que gosta de passar em vigília da quinta-feira pra sexta-feira santa porque, à meia noite, juntam-se os tempos da quinta com os tempos da sexta, numa - olha q poesia a do pai marcelo - "pororoca incrível".
impossível reproduzir as maravilhas q encontrei lá. possível dizer q encontrei amizades profundas.
e encontro agora a ocasião que sempre esperei, a de escrever sobre nossa ialorixá, tb minha madrinha, mãe irene de nanã. ela que recebeu, no último dia 24, a comenda pelos 14 anos à frente do terreiro. q inveja sempre senti pelo dorival caymmy, q cantou tão bem sua menininha de gantois. mãe irene merece um canto assim. nem tanto pela sua inegável força espiritual - todo mundo conhece algum episódio q sinalize para sua força - qto pela maneira com que se posta nesse mundo. adoro observar sua progressão fisionômica ao longo dos trabalhos. gosto de ver a presença de deus no semblante dela, a embriaguez de bondade e prazer estampada no rosto depois dos rituais todos. deus na terra. do lado de cá, no espaço reservado à assistência, contemplo, ao lado de tantos fãs dela, seu ir e vir elegante. e percebo que, em sua presença, pude sentir com clareza um sentimento já esquecido, mesmo q ainda muito vivo: o prazer de estar - felizão - do lado da mãe nossa.
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então sempre curti isso, desde os tempos em que era coroinha, em três marias. gostava dos incensos, da música, do sino, da mitologia bíblica. do terço modal das velhinhas. dos vitrais. do gestual. gostava da expressão contrita das pessoas. gostava do estar-junto que eram as festas. gostava de me comungar, achava perfeito isso de celebrar a fusão de corpos através do comer na mesma mesa.
até que virei um cara muito doido, experimentei a contracultura, mandei a igreja católica plantar batata. não deixei de curtir uma ou outra festa junina, um ou outro terço, mas missa frequente, dizer-me católico, não mais.
e assim fiquei, mergulhando em outras divindades, sem a mediação institucional.
até que o destino me levou a conhecer a tenda coração de jesus. era o dia 24 de junho de 2005, três anos atrás. festa de xangô, de são joão, do pai joão da bahia - chefe espiritual da casa -, e aniversário do terreiro. fui completamente arrebatado por tudo aquilo. tanta gente dançando, fumaça de ervas santas no ar, pemba, batuque. os pretos velhos na terra. xangô na terra. de lá pra cá, nunca mais me ausentei da casa. todas as quartas feiras q posso, estou lá.
porque vi no terreiro o espaço da transcendência total. transcende-se o espaço, com a presença de entidades de sei-lá-que-espaço. o espaço, aqui, não conta tanto. transcende-se o tempo, porque ali estão os espíritos de sei-lá-que-tempo. transcende-se o sexo, com a incorporação de, por exemplo, uma preta velha em medium homem. ali é além.
sem contar na sabedoria das pessoas. dona marlene de xangô, minha madrinha pra se orgulhar sempre, me dizendo que os orixás são a natureza, e que a gente canta e dança pra eles pra saudar e estar junto da natureza. ou o pai marcelo, dizendo que gosta de passar em vigília da quinta-feira pra sexta-feira santa porque, à meia noite, juntam-se os tempos da quinta com os tempos da sexta, numa - olha q poesia a do pai marcelo - "pororoca incrível".
impossível reproduzir as maravilhas q encontrei lá. possível dizer q encontrei amizades profundas.
e encontro agora a ocasião que sempre esperei, a de escrever sobre nossa ialorixá, tb minha madrinha, mãe irene de nanã. ela que recebeu, no último dia 24, a comenda pelos 14 anos à frente do terreiro. q inveja sempre senti pelo dorival caymmy, q cantou tão bem sua menininha de gantois. mãe irene merece um canto assim. nem tanto pela sua inegável força espiritual - todo mundo conhece algum episódio q sinalize para sua força - qto pela maneira com que se posta nesse mundo. adoro observar sua progressão fisionômica ao longo dos trabalhos. gosto de ver a presença de deus no semblante dela, a embriaguez de bondade e prazer estampada no rosto depois dos rituais todos. deus na terra. do lado de cá, no espaço reservado à assistência, contemplo, ao lado de tantos fãs dela, seu ir e vir elegante. e percebo que, em sua presença, pude sentir com clareza um sentimento já esquecido, mesmo q ainda muito vivo: o prazer de estar - felizão - do lado da mãe nossa.
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ai ai. 4 e meia. espreguiço-me austero? bichos escrotos saíram dos esgotos.
duas maneiras de pintar uma tela, escrever um texto. de dentro ou de fora. de dentro é ir indo, depois vejo qual foi. de fora é ir retocando, ajustando no cofiar da barbicha, depois eu entro.
mergulhar nas palavras porque elas mergulharam em mim, no sempre pretérito.
o sempre pretérito é aquele tempo, esse tempo, temporal de chuva, temporão de chivas, temporao.
o texto acham q corre pelas mãos de quem escreve, o texto acho q corre por si. mistério do texto é esse, correr por si pela mão de quem.
eu que agora escrevo sei que não posso tudo. posso tudo nesse não poder tudo. posso não posso? sexo o que é? poder tudo no caber restrito do corpo. quem já vôou abraçado? colocou uma menina inteira dentro da boca?
nos tempos primitivos infantis da minha vida escolar, havia os repetentes. o estigma do repetente. o repetente era sempre o pobre, isso era. havia uma resignação no ser repetente, c é repetente? sou. c é mais burro que eu? sou. eu desconfiava que ele era mais burro porque era mais pobre, que pobre analista social eu era, mas pensava assim. q se eu fosse ele era repetente, q se ele fosse filho de funcionáril do banco do brasil não. as meninas repetentes davam. as que não não. se eu tivesse comido alguma menina na quinta série, ela seria repetente. essa poética tá me lembrando o wagner schwartz, que me ama profundamente quando não gosta das coisas q eu escrevou faço.
eu sou repetente hj. meu tesão é bertolucciano, bertolucci é o cara q fez o filme em que o marlon brando come friamente o cu da menina navegando na manteiga, que fez o filme em que a irmã esfrega a doçura do espanador na bunda do mano em penitência de punheta. bertolucci, o tesão a sangue frio. meu tesão é bertolucciano tb, porque não sou monogâmico no meu tesão. nelson rodrigues, marcelo rubens paiva, arrigo barnabé, xico sá.
o tesão é o exercício da sinceridade, como o tombo.
vc me chama para ir no cinema. a gente caminhando de mãos dadas pela vida inteira.
estou consciente dos podes e dos não podes, estremamente conciente.
quem participa da minha confraria sabe o qto é bom. tanto amor nas madrugadas. viver o que é? viver dá pra viver de duas maneiras. de dentro ou de fora, como se escrevesse ou pintasse. então viver de dentro e de fora.
porque vai chegar a hora em q nos libertaremos do olhar. aí é nem dentro nem fora. aí é esparso, tudo.
aí o que fica é o ridículo.
como é bom esse ridiculozinho nosso.
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duas maneiras de pintar uma tela, escrever um texto. de dentro ou de fora. de dentro é ir indo, depois vejo qual foi. de fora é ir retocando, ajustando no cofiar da barbicha, depois eu entro.
mergulhar nas palavras porque elas mergulharam em mim, no sempre pretérito.
o sempre pretérito é aquele tempo, esse tempo, temporal de chuva, temporão de chivas, temporao.
o texto acham q corre pelas mãos de quem escreve, o texto acho q corre por si. mistério do texto é esse, correr por si pela mão de quem.
eu que agora escrevo sei que não posso tudo. posso tudo nesse não poder tudo. posso não posso? sexo o que é? poder tudo no caber restrito do corpo. quem já vôou abraçado? colocou uma menina inteira dentro da boca?
nos tempos primitivos infantis da minha vida escolar, havia os repetentes. o estigma do repetente. o repetente era sempre o pobre, isso era. havia uma resignação no ser repetente, c é repetente? sou. c é mais burro que eu? sou. eu desconfiava que ele era mais burro porque era mais pobre, que pobre analista social eu era, mas pensava assim. q se eu fosse ele era repetente, q se ele fosse filho de funcionáril do banco do brasil não. as meninas repetentes davam. as que não não. se eu tivesse comido alguma menina na quinta série, ela seria repetente. essa poética tá me lembrando o wagner schwartz, que me ama profundamente quando não gosta das coisas q eu escrevou faço.
eu sou repetente hj. meu tesão é bertolucciano, bertolucci é o cara q fez o filme em que o marlon brando come friamente o cu da menina navegando na manteiga, que fez o filme em que a irmã esfrega a doçura do espanador na bunda do mano em penitência de punheta. bertolucci, o tesão a sangue frio. meu tesão é bertolucciano tb, porque não sou monogâmico no meu tesão. nelson rodrigues, marcelo rubens paiva, arrigo barnabé, xico sá.
o tesão é o exercício da sinceridade, como o tombo.
vc me chama para ir no cinema. a gente caminhando de mãos dadas pela vida inteira.
estou consciente dos podes e dos não podes, estremamente conciente.
quem participa da minha confraria sabe o qto é bom. tanto amor nas madrugadas. viver o que é? viver dá pra viver de duas maneiras. de dentro ou de fora, como se escrevesse ou pintasse. então viver de dentro e de fora.
porque vai chegar a hora em q nos libertaremos do olhar. aí é nem dentro nem fora. aí é esparso, tudo.
aí o que fica é o ridículo.
como é bom esse ridiculozinho nosso.
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coming back
Dois amigos de brasília mandaram recados q aqui reproduzo
um recado vai em discurso indireto: o gustavo lucas mandando eu abandonar o blog não, cara.
o outro vai por control c control v, por ter sido ele mesmo enviado através do copiar/ colar. recado postado há algumas dolorosas décadas pelo senhor oscar wilde, e que a dani quis chegasse até mim:
Os que não amam senão uma vez na vida são os verdadeiramente superficiais. O que eles chamam lealdade e fidelidade, eu chamo a letargia do costume ou a falta de imaginação. Há muitas coisas que abandonaríamos se não temêssemos que outros as apanhassem.
e
O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
dois (três) recados pra lá de estimulantes, vamo dar um jeito nessa bodega de blog aqui. soprar a poeira, jogar uns papéis (que sugestivo o duplo triplo sentido de "papéis") fora. está aqui um blog amigo do dizer, mesmo que calado. um blog amigo do amar, mesmo que insensível. um blog amigo das tentações dessa vida. um blog de cabelos molhados, suado, pelado e de pau duro.
(uma pausa para degustar isso: pau duro, pau duro, pau duro.)
sumido por que estava eu? caminhando por aí, sem internete em casa, se der vontade vou contando um pouco das minhas loucas aventuras, ao longo desses longos meses que ainda nos restam. por enqto, adianto que acabou de chegar meu atraso de vida, conecsão o que é?
qto a nós.
nós vamos à guerra com pé de pato, ou com roupinha ridícula de turista que o valha.
nós vamos à guerra de bermudinha da hering.
à praia, de a pé, soturno coturno punk.
espero que possamos sentar o pé e a mão.
manicure pedicure.
ademais, dá-lhe control c control v, dá-lhe itálico caps lock reticências e, sobretudo, interrogação e exclamação.
...............
um recado vai em discurso indireto: o gustavo lucas mandando eu abandonar o blog não, cara.
o outro vai por control c control v, por ter sido ele mesmo enviado através do copiar/ colar. recado postado há algumas dolorosas décadas pelo senhor oscar wilde, e que a dani quis chegasse até mim:
Os que não amam senão uma vez na vida são os verdadeiramente superficiais. O que eles chamam lealdade e fidelidade, eu chamo a letargia do costume ou a falta de imaginação. Há muitas coisas que abandonaríamos se não temêssemos que outros as apanhassem.
e
O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
dois (três) recados pra lá de estimulantes, vamo dar um jeito nessa bodega de blog aqui. soprar a poeira, jogar uns papéis (que sugestivo o duplo triplo sentido de "papéis") fora. está aqui um blog amigo do dizer, mesmo que calado. um blog amigo do amar, mesmo que insensível. um blog amigo das tentações dessa vida. um blog de cabelos molhados, suado, pelado e de pau duro.
(uma pausa para degustar isso: pau duro, pau duro, pau duro.)
sumido por que estava eu? caminhando por aí, sem internete em casa, se der vontade vou contando um pouco das minhas loucas aventuras, ao longo desses longos meses que ainda nos restam. por enqto, adianto que acabou de chegar meu atraso de vida, conecsão o que é?
qto a nós.
nós vamos à guerra com pé de pato, ou com roupinha ridícula de turista que o valha.
nós vamos à guerra de bermudinha da hering.
à praia, de a pé, soturno coturno punk.
espero que possamos sentar o pé e a mão.
manicure pedicure.
ademais, dá-lhe control c control v, dá-lhe itálico caps lock reticências e, sobretudo, interrogação e exclamação.
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um dois três passos atrás
eis q a vida se descortina
estar dentro é estar cego
cego estou dentro de mim
cego estás dentro de ti
consciência disso ameniza a cegueira?
calado estou menos errado
calados somos mais juntos
tudo é perdição quando há pronúncia
tanto q pronúncia proveitosa é o que pode haver de louvável nessa atividade humana
porque o terreno é perigoso
pessoa foi quem acertou: pensar é estar doente dos olhos
pensamento/ linguagem sob suspeita máxima
qta burrice estruturar uma vida sobre o terreno das assertivas
silêncio é paz, bla bla bla é guerra
faz silêncio, não faça a guerra
tanto que o amor
o amor é qdo a paixão vira silêncio
findepapo?
...
um dois três passos atrás
eis q a vida se descortina
estar dentro é estar cego
cego estou dentro de mim
cego estás dentro de ti
consciência disso ameniza a cegueira?
calado estou menos errado
calados somos mais juntos
tudo é perdição quando há pronúncia
tanto q pronúncia proveitosa é o que pode haver de louvável nessa atividade humana
porque o terreno é perigoso
pessoa foi quem acertou: pensar é estar doente dos olhos
pensamento/ linguagem sob suspeita máxima
qta burrice estruturar uma vida sobre o terreno das assertivas
silêncio é paz, bla bla bla é guerra
faz silêncio, não faça a guerra
tanto que o amor
o amor é qdo a paixão vira silêncio
findepapo?
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in/ out
a caixa de papelão é uma caverna a qual atravessam as coisas da casa, quando a gente se muda. então não há por que estacionar no meio do caminho, continuar a viver dentro de uma caixa, mesmo com os objetos devidamente desovados. porque a vida é o mistério da caixa aberta, a anti-caixa que a gente atravessa. existirem estrelas no céu e estrelas no olhar de alguma menina atesta o aberto que é a vida. eu gozo e choro e sangro porque explode a semente sob o chão violado, porque essa frase está crescendo palavra a palavra agora, porque irromper como respirar é cumprir o sacrifício-emblema da vida: travessia.
ícaro de walk man
valham-me as onomatopéias para tombo, serão elas válidas tb para som de trovão?
conheci o chão da avenida joão naves numa noite bonita e fresca. o tempo: buraco pneu ar desgoverno...
o sei qto tempo de desgoverno foi momento de luz e dor. tive tempo para escolher como cair. leia bem rápido: protege a cabeça protege o saco oferece o braço pra insensibilidade desse asfalto devorador.
como diz o outro, lona.
outro momento cheio foi checar se estava tudo bem. não sem antes arrastar com a mão salva a bicicleta cavalo caído sem vida até o canteiro.
minutos respirando ofegante, intoxicação das mil adrenalinas.
hj catando feijão nesse teclado com a mão salva, o gesso inclemente no braço oposto esperando o q quero escrever nele: que venha abaixo, chelo, já quis demais alguma coisa já?
quero escrever tb a explicação dos fatos, sugestão do chelo. caiu de bicicleta numa noite de terça-feira na avenida joão naves de ávila, por ter furado o pneu dianteiro.
a explicação metafísica vai pro gesso metafísico: caiu porque estava voando, o vôo continua mesmo com o corpo abatido, abatido mas nem tanto, não está lá um corpo estendido no chão.
conheci o chão da avenida joão naves numa noite bonita e fresca. o tempo: buraco pneu ar desgoverno...
o sei qto tempo de desgoverno foi momento de luz e dor. tive tempo para escolher como cair. leia bem rápido: protege a cabeça protege o saco oferece o braço pra insensibilidade desse asfalto devorador.
como diz o outro, lona.
outro momento cheio foi checar se estava tudo bem. não sem antes arrastar com a mão salva a bicicleta cavalo caído sem vida até o canteiro.
minutos respirando ofegante, intoxicação das mil adrenalinas.
hj catando feijão nesse teclado com a mão salva, o gesso inclemente no braço oposto esperando o q quero escrever nele: que venha abaixo, chelo, já quis demais alguma coisa já?
quero escrever tb a explicação dos fatos, sugestão do chelo. caiu de bicicleta numa noite de terça-feira na avenida joão naves de ávila, por ter furado o pneu dianteiro.
a explicação metafísica vai pro gesso metafísico: caiu porque estava voando, o vôo continua mesmo com o corpo abatido, abatido mas nem tanto, não está lá um corpo estendido no chão.
blog do porcas borboletas
morenos e morenas, vcs já conhecem o blog do porcas borboletas?
de vez em qdo desovo umas mal traçadas lá
as loucas aventuras do porcas borboletas
hj mesmo fiz um post sobre nossa última tournée
como esse star putz tá mei de férias, vale o remanejamento
http://blog.porcasborboletas.com.br/
foice?
ice kisses
de vez em qdo desovo umas mal traçadas lá
as loucas aventuras do porcas borboletas
hj mesmo fiz um post sobre nossa última tournée
como esse star putz tá mei de férias, vale o remanejamento
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foice?
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