SUBINDO, subindo, tudo pequeno lá embaixo. Aqui em cima são castelinhos de nuvem com jogo de luz. Subir mais (zoom out radical no google earth), até se apagarem todas as luzes de sempre. Até o sol virar estrelinha. Quinta, sexta,sétima grandeza. Inversão proporcional, acender as luzes de dentro, dar mais número à própria grandeza, fogo baixo fogo alto. Terceira, segunda, primeira, ser o sol de si mesmo. Assim, ao sol de si mesmo, embebido da luz dos altos desertos,começar a descer de novo. Ceder à sedução da gravidade. Se dar ao prazer de luzir por aqui, com um sorriso de primeira grandeza para a coisa mais insignificante dessa esquina,
daquela.
vinheta
Cá estou eu, senhoras e senhores. Entre o video in e o video out. Entre o audio in e o audio out. Não sei se isso é bem um lugar, mas meu espaço nunca foi questão de onde. Como meu tempo nunca foi questão de quanto. Apresento-me: sou o sinal de video. Experimento o sabor do cobre das veias que percorro, através dos cabos, antes de explodir meus 3 fogos na superfície da tela, piscina sem fundura onde finalmente possamos nos encontrar: eu com meu não-tempo, vc com seu não-lugar.
amianto-kid
contar como foi. ah foi assim.
senti, dia desses, a necessidade de criar uns nomes. o arnaldo antunes disse uma vez assim q não existia nome para o seguinte fato: um montinho de terra entre as mãos(dadas)de duas pessoas caminhando juntas. por aí. mas foi q eu me dei conta q precisava nomear, para facilitar o acesso, alguns fenômenos importantes da minha vida. dar-lhes nome seria, desconfio, uma forma de subjugá-los. pq ou sou ele ou são eles.
pra vcs saberem. precisava nomear o empoeirado das minhas coisas, a camada de poeira que inevitavelmente vem se instalando sobre meus objetos e subjetos. eu fui mexer nuns cedês antigos, e lá estava Príon. fui tentar resgatar um par de meias menos sujas no meu balaio de roupas sujas, intocado há quase um mês, e lá estava Príon.
Príon machuca as mãos, sem q elas doam. nada disso. não é dor, nem incômodo, nem machucado, nem gastura. gastura. gastura diz bem o que seja o contato com Príon. taí.
convivo com Príon, ele tem feito parte da minha vida, ultimamente. qdo me lembrar desses tempos, vou pensar: tempos vividos sob o signo de Príon.
falando nisso, qdo me lembrar deses tempos, do que mais vou lembrar? Luminens. Luminens é o escuro do presente que se revela ao que transcorre Tempo. cintilante Luminens, pacífico Luminens.
O escuro do presente tb merece nome. inominado, todavia, permanecerá, dado viva (viva?) sob o signo do Não.
do escuro do presente, manchado de Príon, buscando a todo custo Luminens, envio essa carta à humanidade, prometendo um dia voltar, e voltar armado. amianto-kid, o herói da eternit.
senti, dia desses, a necessidade de criar uns nomes. o arnaldo antunes disse uma vez assim q não existia nome para o seguinte fato: um montinho de terra entre as mãos(dadas)de duas pessoas caminhando juntas. por aí. mas foi q eu me dei conta q precisava nomear, para facilitar o acesso, alguns fenômenos importantes da minha vida. dar-lhes nome seria, desconfio, uma forma de subjugá-los. pq ou sou ele ou são eles.
pra vcs saberem. precisava nomear o empoeirado das minhas coisas, a camada de poeira que inevitavelmente vem se instalando sobre meus objetos e subjetos. eu fui mexer nuns cedês antigos, e lá estava Príon. fui tentar resgatar um par de meias menos sujas no meu balaio de roupas sujas, intocado há quase um mês, e lá estava Príon.
Príon machuca as mãos, sem q elas doam. nada disso. não é dor, nem incômodo, nem machucado, nem gastura. gastura. gastura diz bem o que seja o contato com Príon. taí.
convivo com Príon, ele tem feito parte da minha vida, ultimamente. qdo me lembrar desses tempos, vou pensar: tempos vividos sob o signo de Príon.
falando nisso, qdo me lembrar deses tempos, do que mais vou lembrar? Luminens. Luminens é o escuro do presente que se revela ao que transcorre Tempo. cintilante Luminens, pacífico Luminens.
O escuro do presente tb merece nome. inominado, todavia, permanecerá, dado viva (viva?) sob o signo do Não.
do escuro do presente, manchado de Príon, buscando a todo custo Luminens, envio essa carta à humanidade, prometendo um dia voltar, e voltar armado. amianto-kid, o herói da eternit.
hj é terça feira e amanheceu um dia lindo aqui na uberlândia. Sabemos todos os moradores q teremos pela frente um dia de calor esquisito.
não sei se os colegas aí do mundo afora sabem, mas o clima de uberlãndia é uma catástrofe, hj em dia. Aqui, no passado natural, corriam tantos e belos rios q ai ai ai. É o rio araguari, é o rio uberabinha. O rio araguari, q recebe o uberabinha, sempre foi um colosso de beleza e energia. aô.
Hj ele é a expressão da fraqueza, coitado. Virou lagoa. Os caras chuparam a energia dele toda pra abastecer umas indústria aí, sei lá. Os caras não sabem da importância da água para esse nosso planetão de deus, e vão mexendo no q estava certinho, "inconscientes" do mal q isso pode trazer.
O rio é igual cachorro, está sempre no lugar certo. Se ele corre ali, é pq tem muita, mas muita coisa harmonizada com esse curso, esse volume etc. Então NÃO PODE REPRESAR. Então não pode, senhor lula, "transpor" o rio são francisco. Vai transpor o que é seu. Ah, a seca do nordeste? se vira. Que adianta trocar um problema por outro? a gente né trouxa não, seus gravata. a gente sabe dessas intenções de dedim gelado de uísque.
ontem deu no jornal o tanto de bicho q morreu, espécies deletadas, com a última represinha no rio araguari, "apesar das medidas compensatórias". medidas compensatórias. Quem acredita nessa palavra, "compensatória"?
mas eu tava falando do calorzão. uberlândia tá virando uma itumbiara, cidade mais quente q cuiabá, vixe. o pq todo mundo sabe. espelhos e espelhos dágua em torno. impacto mais evidente das represas, nego não tá aguentando o calor disso aqui. amigo meu já foi embora, só por causa do calor.
sempre fui puto com isso, hj resolvi falar pra estabelecer uma ironia com o q se passou de manhã, comigo. acordei, o funcionário do dmae (departamento de águas) veio cortar meu fornecimento. cortar a água. cortar a minha, vai, meno male, eu sou um burguês classe média temporariamente sem grana p pagar as contas, dá-se um jeito. mas o q é cortar a água, meusamigo?
cortar a água.
isso parece uma medida de guerra, daquelas guerras bem baixaria.
tenho certeza absoluta q já cortaram água de muita gente c neném em casa, doente em casa. gente em situação diferente da minha, gente sem grana mesmo e por muito tempo. e vai se foder quem disser ah pq não trabalha, pq todo mundo sabe q aqui no brazil o buraco é mais embaixo.
água não pode cortar de jeito nenhum. tanta água correndo aí, água desviada, água represada. ah, mas não pagou a conta. foda-se. se vira c isso tb. cria um critério aí. cs não tão aí c essa cara de bosta enchendo o saco pedindo voto?
(esse post tem raciocínio primário? tem. é meio punkie? é. mas sofisticação não enche bacia de ninguém, e a gente pensa é assim, porque a gente somos burro mesmo)
não sei se os colegas aí do mundo afora sabem, mas o clima de uberlãndia é uma catástrofe, hj em dia. Aqui, no passado natural, corriam tantos e belos rios q ai ai ai. É o rio araguari, é o rio uberabinha. O rio araguari, q recebe o uberabinha, sempre foi um colosso de beleza e energia. aô.
Hj ele é a expressão da fraqueza, coitado. Virou lagoa. Os caras chuparam a energia dele toda pra abastecer umas indústria aí, sei lá. Os caras não sabem da importância da água para esse nosso planetão de deus, e vão mexendo no q estava certinho, "inconscientes" do mal q isso pode trazer.
O rio é igual cachorro, está sempre no lugar certo. Se ele corre ali, é pq tem muita, mas muita coisa harmonizada com esse curso, esse volume etc. Então NÃO PODE REPRESAR. Então não pode, senhor lula, "transpor" o rio são francisco. Vai transpor o que é seu. Ah, a seca do nordeste? se vira. Que adianta trocar um problema por outro? a gente né trouxa não, seus gravata. a gente sabe dessas intenções de dedim gelado de uísque.
ontem deu no jornal o tanto de bicho q morreu, espécies deletadas, com a última represinha no rio araguari, "apesar das medidas compensatórias". medidas compensatórias. Quem acredita nessa palavra, "compensatória"?
mas eu tava falando do calorzão. uberlândia tá virando uma itumbiara, cidade mais quente q cuiabá, vixe. o pq todo mundo sabe. espelhos e espelhos dágua em torno. impacto mais evidente das represas, nego não tá aguentando o calor disso aqui. amigo meu já foi embora, só por causa do calor.
sempre fui puto com isso, hj resolvi falar pra estabelecer uma ironia com o q se passou de manhã, comigo. acordei, o funcionário do dmae (departamento de águas) veio cortar meu fornecimento. cortar a água. cortar a minha, vai, meno male, eu sou um burguês classe média temporariamente sem grana p pagar as contas, dá-se um jeito. mas o q é cortar a água, meusamigo?
cortar a água.
isso parece uma medida de guerra, daquelas guerras bem baixaria.
tenho certeza absoluta q já cortaram água de muita gente c neném em casa, doente em casa. gente em situação diferente da minha, gente sem grana mesmo e por muito tempo. e vai se foder quem disser ah pq não trabalha, pq todo mundo sabe q aqui no brazil o buraco é mais embaixo.
água não pode cortar de jeito nenhum. tanta água correndo aí, água desviada, água represada. ah, mas não pagou a conta. foda-se. se vira c isso tb. cria um critério aí. cs não tão aí c essa cara de bosta enchendo o saco pedindo voto?
(esse post tem raciocínio primário? tem. é meio punkie? é. mas sofisticação não enche bacia de ninguém, e a gente pensa é assim, porque a gente somos burro mesmo)
literatura ai ai ai
vamos por parties
hj começa a flu, festa literária de uberlândia. me convidaram pra dar uma oficina sobre literatura e internet. avisei: não estou falando nada com nada. ah, tudo bem, literatura o que é? liberdade. sendo assim, aceitei. cliquem aqui e conheçam o site do evento.
2) deixa eu contar pra vcs a incrível história de como me tornei mestre em literatura. antes divido o imenso prazer q é escrever mestre com letra minúscula. dividido está. meus amigos agora só me chamam de mestre, e não deixo de ver nisso uma certa ironia. mas tudo bem, amigo é amizade.
meu nome é danilo e eu sou formado. me formei-me em letras alguns anos atrás, deus vai saber qtos. foi dsmai bom estudar. a universidade p mim nunca foi meio para. sempre foi fim. estava lá pq gostava de ficar descalço embaixo das árvores. gostava de ir p biblioteca escutar beethoven no fone. gostava de ficar bem doidão entre as estantes da biblioteca. gostava das aulas boas. nunca mais li poesia do mesmo jeito, depois q fiz um curso de poética. e por aí vai.
em todo caso, minha passagem pela universidade sempre foi mais uma coisa política q uma coisa, digamos, educacional. sempre fui adepto da performance institucional. pirar em palco é meio previsível. pirar onde não se espera fogo é mais contundente.
talvez ainda discuta o q rolou na minha banca - ai como essa palavra é simpática qdo se refere à loja de revista, e como é antipática qdo se refere a tribunal. merece alguns parágrafos aquele momento. não agora, pq eu tô correndo p assistir ao último do woody allen.
qdo for contar pra vcs sobre a bannnnnca, conto sobre o prazer de trabalhar com a joana muylaert, minha orientadora. nunca vi alguém conseguir articular, como ela articula, generosidade e competência. extremamente porra-louca naquela doçura toda, joana sabe cumprir os scripts com uma desenvoltura q só vendo. ah joana, não fossem vc e a luciene azevedo, brilho em pessoa, como suportar a arrogância blasê q é um tribunal de academia.
em todo caso, conto agora tb como foi bom responder à não menos exuberante paula arbex, preocupada c minha sobrevivência ao tribunal:
- paulinha, estou ileso. como levar a sério um negócio que termina estando todos de pé para ouvir a ata de aprovação?
disse isso p elaine, coordenadora do mestrado, q me incomodou, matou de vergonha aquele negócio de estar em pé. ao q ela disse: mas menino, é a hora em q vc recebeu um título. não ficaste emocionado?
disse a ela: não, não fiquei emocionado. fiquei emocionado, instigado, feliz, alma em pé, depois da discussão sobre o oswald na aula do tollendal, semestres atrás. ou na aula da joana, sobre o ricardo piglia. nesses momentos sim, saí radiante. o q é um título mestre em literatura? pra mim, vale nada. como disse, estudar p mim é fim, não meio. alegria é a prova dos 9.
hj começa a flu, festa literária de uberlândia. me convidaram pra dar uma oficina sobre literatura e internet. avisei: não estou falando nada com nada. ah, tudo bem, literatura o que é? liberdade. sendo assim, aceitei. cliquem aqui e conheçam o site do evento.
2) deixa eu contar pra vcs a incrível história de como me tornei mestre em literatura. antes divido o imenso prazer q é escrever mestre com letra minúscula. dividido está. meus amigos agora só me chamam de mestre, e não deixo de ver nisso uma certa ironia. mas tudo bem, amigo é amizade.
meu nome é danilo e eu sou formado. me formei-me em letras alguns anos atrás, deus vai saber qtos. foi dsmai bom estudar. a universidade p mim nunca foi meio para. sempre foi fim. estava lá pq gostava de ficar descalço embaixo das árvores. gostava de ir p biblioteca escutar beethoven no fone. gostava de ficar bem doidão entre as estantes da biblioteca. gostava das aulas boas. nunca mais li poesia do mesmo jeito, depois q fiz um curso de poética. e por aí vai.
em todo caso, minha passagem pela universidade sempre foi mais uma coisa política q uma coisa, digamos, educacional. sempre fui adepto da performance institucional. pirar em palco é meio previsível. pirar onde não se espera fogo é mais contundente.
talvez ainda discuta o q rolou na minha banca - ai como essa palavra é simpática qdo se refere à loja de revista, e como é antipática qdo se refere a tribunal. merece alguns parágrafos aquele momento. não agora, pq eu tô correndo p assistir ao último do woody allen.
qdo for contar pra vcs sobre a bannnnnca, conto sobre o prazer de trabalhar com a joana muylaert, minha orientadora. nunca vi alguém conseguir articular, como ela articula, generosidade e competência. extremamente porra-louca naquela doçura toda, joana sabe cumprir os scripts com uma desenvoltura q só vendo. ah joana, não fossem vc e a luciene azevedo, brilho em pessoa, como suportar a arrogância blasê q é um tribunal de academia.
em todo caso, conto agora tb como foi bom responder à não menos exuberante paula arbex, preocupada c minha sobrevivência ao tribunal:
- paulinha, estou ileso. como levar a sério um negócio que termina estando todos de pé para ouvir a ata de aprovação?
disse isso p elaine, coordenadora do mestrado, q me incomodou, matou de vergonha aquele negócio de estar em pé. ao q ela disse: mas menino, é a hora em q vc recebeu um título. não ficaste emocionado?
disse a ela: não, não fiquei emocionado. fiquei emocionado, instigado, feliz, alma em pé, depois da discussão sobre o oswald na aula do tollendal, semestres atrás. ou na aula da joana, sobre o ricardo piglia. nesses momentos sim, saí radiante. o q é um título mestre em literatura? pra mim, vale nada. como disse, estudar p mim é fim, não meio. alegria é a prova dos 9.
flying
chegando em casa, ô bagunça. emblemas emblemas emblemas
chegaremos lá
no aeroporto de sampaulo, de manhã, meia hora de sono apenas antes, tive q dizer ao vinício: cara, eu não tenho absoluta certeza de estar aqui. isso é novo p mim, primeira vez, i am not sure i am here. tá tudo fora de foco, algum pedal de efeito aplicado na minha visão, algum hiato entre mim e o plano chapado q são as coisas q vejo.
rapaz.
alguns dias antes, cuyaba, aquela alegria toda, mil bandas, todo mundo deslumbrado, rip rip urra. eu mais bossa nova, tristeza não tem fim, felicidade sim.
algum hiato entre mim e a alegria do mundo.
vi um menino q achei lindo em cuiabá.
eu já o tinha visto antes, é um artista. contra-pedal de efeito, eu, de dentro do plano chapado das coisas q ele vê, me vi transportado pra algum cômodo dentro dele, sei lá, simpatia: mesmo pathos. gostei da maneira como a expressão de seu rosto responde ao mundo q ele vê e talvez habita.
e foi essa expressão q me sugeriu: ele não está [apenas]aqui. não sei se ele está certo de estar onde está, imagino que está demais dentro de si mesmo, porque a expressão constante no rosto é uma imagem que só vi em menino sensível à mercê do lsd. seja como for, em meio a tanta euforia cuiabana, foi bom descentrar-me de mim e centrar-me nesse cara. gosto de ouvir gente no walk man, foi poesia pura pegar uma carona na soft vibe dele. seu nome (tudo a ver esse nome)
tata aeroplano.
a banda dele eu estou ouvindo agora, profundamente comovido:
(também a propósito, em face das discussões desse post, o nome da banda)
cérebro eletrônico
"amanheça de cabeça dentro dela", diz a música q acabei de ouvir, de.
chegaremos lá
no aeroporto de sampaulo, de manhã, meia hora de sono apenas antes, tive q dizer ao vinício: cara, eu não tenho absoluta certeza de estar aqui. isso é novo p mim, primeira vez, i am not sure i am here. tá tudo fora de foco, algum pedal de efeito aplicado na minha visão, algum hiato entre mim e o plano chapado q são as coisas q vejo.
rapaz.
alguns dias antes, cuyaba, aquela alegria toda, mil bandas, todo mundo deslumbrado, rip rip urra. eu mais bossa nova, tristeza não tem fim, felicidade sim.
algum hiato entre mim e a alegria do mundo.
vi um menino q achei lindo em cuiabá.
eu já o tinha visto antes, é um artista. contra-pedal de efeito, eu, de dentro do plano chapado das coisas q ele vê, me vi transportado pra algum cômodo dentro dele, sei lá, simpatia: mesmo pathos. gostei da maneira como a expressão de seu rosto responde ao mundo q ele vê e talvez habita.
e foi essa expressão q me sugeriu: ele não está [apenas]aqui. não sei se ele está certo de estar onde está, imagino que está demais dentro de si mesmo, porque a expressão constante no rosto é uma imagem que só vi em menino sensível à mercê do lsd. seja como for, em meio a tanta euforia cuiabana, foi bom descentrar-me de mim e centrar-me nesse cara. gosto de ouvir gente no walk man, foi poesia pura pegar uma carona na soft vibe dele. seu nome (tudo a ver esse nome)
tata aeroplano.
a banda dele eu estou ouvindo agora, profundamente comovido:
(também a propósito, em face das discussões desse post, o nome da banda)
cérebro eletrônico
"amanheça de cabeça dentro dela", diz a música q acabei de ouvir, de.
Porcas no Itaú Cultural
Caminham soridentes pelas ruas de são paulo capital os meninos do porcas borboletas. fazem festa, almoçam juntos, um diz olha aquilo lá q q isso cara pra poder roubar uma batata frita do colega procurando o que seria aquilo a se olhar tão urgentemente. era pra olhar mas era pra não ver o que se passava embaixo do próprio nariz, o adeus impassível da batata frita, prestes a se tornar aquele que a devora, traquinas rapaz longe de casa longe de qualquer organização ou referência que lhe permita dizer não não não, não sou uma batata frita viajando do prato de hoje para o prato da manhã dizendo um adeus impassível de batata frita. a metamorfose de franz kafka fica sendo meu deus hoje amaheci uma bata frita saindo do prato de cuiabá pra virar são paulo.
a boca nervosa de são paulo.
os dentes de são paulo.
a gente virou são paulo, o vinícios ladrão de batata virou a batata frita que roubou do meu prato, quiséramos nós são paulo virasse porcas um pouquim que seja borboletas então o jeito é entrar pela boca do itaú cultural
apresentação do porcas no itaú cultural da avenida paulista na próxima quinta feira dia 14 a partir das 19 e 30 com ingressos distribuídos gratuitamente a partir das 18 e 30
mastigando a informaçlão:
com ingressos distribuídos gratuitamente porcas no itaú cultural dia 14 a partir das 19 e 30 apresentação gratuitamente a partir das 18 e 30 dia 14 a partir das 19
porcas no itaú cultural da avenida paulista na próxima quinta feira dia 14 a partir das 19 e 30 com ingressos paulo, o vinícios ladrão de batata virou a batata frita que roubou do meu prato, quiséramos nós colega procurando o que seria aquilo a se olhar tão urgentemente. era pra olhar mas era pra não ver o que se passava embaixo do próprio nariz, o adeus impassível adeus impassível de batata frita. a metamorfose de franz kafka fica sendo meu deus hoje amaheci uma bata frita saindo do prato de cuiabá pra virar são paulo.
a boca nervosa de são paulo.
os dentes de são paulo.
a gente virou são paulo, o vinícios ladrão de batata virou a batata frita que roubou do meu prato, quiséramos nós são paulo virasse porcas um pouquim que seja borboletas então o jeito é entrar pela boca do itaú cultural
apresentação do porcas no itaú cultural da avenida paulista na próxima quinta feira dia 14 a partir das 19 e 30 com ingressos distribuídos gratuitamente a partir das 18 e 30
mastigando a informaçlão:
com ingressos distribuídos gratuitamente porcas no itaú cultural dia 14 a partir das 19 e 30 apresentação gratuitamente a partir das 18 e 30 dia 14 a partir das 19
porcas no itaú cultural da avenida paulista na próxima quinta feira dia 14 a partir das 19 e 30 com ingressos paulo, o vinícios ladrão de batata virou a batata frita que roubou do meu prato, quiséramos nós colega procurando o que seria aquilo a se olhar tão urgentemente. era pra olhar mas era pra não ver o que se passava embaixo do próprio nariz, o adeus impassível adeus impassível de batata frita. a metamorfose de franz kafka fica sendo meu deus hoje amaheci uma bata frita saindo do prato de cuiabá pra virar são paulo.
tamo eu e theo aqui pelados corpo de ducha
em meio às caixas de som ouvindo disco
quando entrou a oração ao tempo do caetano
- aquela q tem uma comparação perfeita q é:
és um senhor tão bonito qto a cara do meu filho -
aparece a capa do disco, cinema transcendental
e o caetano cabeludo de costas corpo de mar olhando o oceano
nisso o theo aponta p ele e diz: PAPUM!
(papum sou eu)
ri de alegria
parecer com o caetano, pra mim, é sinal de saúde e beleza
nisso o theo estabeleceu outra comparação?, dizendo:
papum
és um senhor tão bonito
qto a cara do caetano
?
rir!
sábado de manhã é pelado de ducha.
e saravá pra todo mundo
em meio às caixas de som ouvindo disco
quando entrou a oração ao tempo do caetano
- aquela q tem uma comparação perfeita q é:
és um senhor tão bonito qto a cara do meu filho -
aparece a capa do disco, cinema transcendental
e o caetano cabeludo de costas corpo de mar olhando o oceano
nisso o theo aponta p ele e diz: PAPUM!
(papum sou eu)
ri de alegria
parecer com o caetano, pra mim, é sinal de saúde e beleza
nisso o theo estabeleceu outra comparação?, dizendo:
papum
és um senhor tão bonito
qto a cara do caetano
?
rir!
sábado de manhã é pelado de ducha.
e saravá pra todo mundo
escala menor
em abaeté tem uma escola antiga, fachada de casarão, imponente daquele jeito, chama o frederico a escola
quem passa na frente do frederico nas madrugadas de abaeté escuta a maria-toca-piano
o nome de fantasma mais bonito que já vi
maria-toca-piano
eu passava em frente ao frederico de bike qdo era menino e geralmente nesses momentos não queria saber de música
a música q eu ouvia era o pedalar acelerado
era como se eu colocasse provisoriamente os ouvidos debaixo do subaco
um dia
depois de algum alco
cheio de coragem-medim
aquela vontade dark side
parei de frente ao frederico e esperei maria tocar
pensei alto: toca um pouco pra mim maria
queria ouvir q música produzia alguém já conhecido da morte
como a morte soaria
soprou vento frio, eu morrendo de medo
maria ainda vai tocar pra mim
(pra vc tb)
publicado originalmente no blog do porcas borboletas
.....
quem passa na frente do frederico nas madrugadas de abaeté escuta a maria-toca-piano
o nome de fantasma mais bonito que já vi
maria-toca-piano
eu passava em frente ao frederico de bike qdo era menino e geralmente nesses momentos não queria saber de música
a música q eu ouvia era o pedalar acelerado
era como se eu colocasse provisoriamente os ouvidos debaixo do subaco
um dia
depois de algum alco
cheio de coragem-medim
aquela vontade dark side
parei de frente ao frederico e esperei maria tocar
pensei alto: toca um pouco pra mim maria
queria ouvir q música produzia alguém já conhecido da morte
como a morte soaria
soprou vento frio, eu morrendo de medo
maria ainda vai tocar pra mim
(pra vc tb)
publicado originalmente no blog do porcas borboletas
.....
boi boi boi
andei de lá pra cá, sequei ao sol meu cabelo molhado de chuva, dormi de meia pra não sentir frio na noite de colchão no chão, fui julgado e condenado pela paróquia de uberlândia, engoli secos de saudade do meu filho, gritei aos céus uns whata fucking is happening, dio como te amo, mil anéns, mil rararás. inscrevi 700 km uberlandenses em minhas pernas cansadas de guerra, ri junto depois de chorar um rio separados, vi comovido meu carrinho se despedir de mim enquanto tomava posição no carro de reboque, penteei meus cabelos com as noites e os dias passando inclementemente sobre minha cabeça para que o destino, esse deus louco que mora no correr dos fatos,
me conduzisse à cama vazia do meu pai.
madrugada altíssima, chegamos eu, meu carrinho, o motorista e o carro de reboque à rua altamir josé ferreira, em patos de minas.
humbertim e virgínia já tinham destinado as camas: a da sala para o motorista, a do meu pai - viajante pelos sertões do goyas - para mim
a alegria de me deitar na cama do meu pai, cama mesmo, elevada ao ar, me lembrou o que eu nunca vou esquecer:
uma vez q, em tres marias, nos primordiais anos 80, eu havia preparado um misto quente e um copo de coca para cada um de dois priminhos meus. eles moravam não sei ondé, e, pobrezinho que eram, mal conseguiram comer o rango, de tanto rir. ficaram chapadões pela alegria de tomarem coca, comerem misto.
riram com a boca aberta, riram um olhando pro outro, fizeram festa. eu achei, no momento, tudo tão deliciosamente piegas, tão engraçado, e ao mesmo tempo absolutamente comovente. eles estavam muito irmãos ali na alegria daquele misto. interessante o contraste: eles rindo de boca aberta na cozinha, eu soluçando com as mãos no joelho na despensa.
aí ontem, na cama do meu pai, eu fui meus primos. fiz cara de alex - do laranja mecanica - qdo é recebido na home, depois (e antes, coitado) de muito apanhar. espichei o corpo, me virei de lado gemendo um aiai. eu estava para dormir na cama do meu pai. depois de 25 anos?
melhor sono da vida.
...
me conduzisse à cama vazia do meu pai.
madrugada altíssima, chegamos eu, meu carrinho, o motorista e o carro de reboque à rua altamir josé ferreira, em patos de minas.
humbertim e virgínia já tinham destinado as camas: a da sala para o motorista, a do meu pai - viajante pelos sertões do goyas - para mim
a alegria de me deitar na cama do meu pai, cama mesmo, elevada ao ar, me lembrou o que eu nunca vou esquecer:
uma vez q, em tres marias, nos primordiais anos 80, eu havia preparado um misto quente e um copo de coca para cada um de dois priminhos meus. eles moravam não sei ondé, e, pobrezinho que eram, mal conseguiram comer o rango, de tanto rir. ficaram chapadões pela alegria de tomarem coca, comerem misto.
riram com a boca aberta, riram um olhando pro outro, fizeram festa. eu achei, no momento, tudo tão deliciosamente piegas, tão engraçado, e ao mesmo tempo absolutamente comovente. eles estavam muito irmãos ali na alegria daquele misto. interessante o contraste: eles rindo de boca aberta na cozinha, eu soluçando com as mãos no joelho na despensa.
aí ontem, na cama do meu pai, eu fui meus primos. fiz cara de alex - do laranja mecanica - qdo é recebido na home, depois (e antes, coitado) de muito apanhar. espichei o corpo, me virei de lado gemendo um aiai. eu estava para dormir na cama do meu pai. depois de 25 anos?
melhor sono da vida.
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NOME PRÓPRIO
Por essa janela aí abaixo vc pode ver o clipe da música-tema de NOME PRÓPRIO, filme de murilo salles que acabou de estrear em várias salas do brazil. Com interpretação exuberante da leandra leal, o filme está baseado em algumas coisas de nossa clarah averbuck. Tanto o clipe qto o filme não são de se perder, confie em quem não quer enganar ninguém. A música é do Porcas Borboletas. Com o passar dos dias vou falando mais dessa parceria que é um acontecimento gigante na história do Porcas.
http://www.youtube.com/watch?v=XEonGSr6obc
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http://www.youtube.com/watch?v=XEonGSr6obc
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