in/ out

a caixa de papelão é uma caverna a qual atravessam as coisas da casa, quando a gente se muda. então não há por que estacionar no meio do caminho, continuar a viver dentro de uma caixa, mesmo com os objetos devidamente desovados. porque a vida é o mistério da caixa aberta, a anti-caixa que a gente atravessa. existirem estrelas no céu e estrelas no olhar de alguma menina atesta o aberto que é a vida. eu gozo e choro e sangro porque explode a semente sob o chão violado, porque essa frase está crescendo palavra a palavra agora, porque irromper como respirar é cumprir o sacrifício-emblema da vida: travessia.

5 comentários:

.,. o que é que eu tenho a ver com isso?.,. disse...

ai, que delícia, danislito!
bravo! bravo!


saudadocês porquitos...

Juka Nassar disse...

poetizou muito bem o (quase) drama de mudar de casa.
e eu, perita em mudanças - de casas, cidades, estados e países- sinto o mesmo o que seu texto, e todo lirismo, expressa... a cada mudança.

o ed me mostrou sua entrevista pro café com cultura. que otimas idéias tens, guri! ganhaste uma leitora!
saludos!

Robisson disse...

ficou bonitão o blogs einnnnnnnnn

os textos já eram são demais (os perigos dessa vida)

bjão
ontem te vi mas fiquei com vergonha de te falar
tão feliz vc parecia estar e eu bêbado contrariado

sendo assim

Cloversman disse...

e aí bracinho, fora da caixa o bicho pega. Que o diga nossos gessos, e meu tórax.
Mudando de assunto, Poetinha hj não é Vinícius, mas Danislim.

henrique disse...

mto boas palavras rapaz... e são de travessias que vivemos, não é? cada um levando suas caixas; para-de onde?

lembrei ainda do milton: minha casa não é minha, nem é meu este lugar.

tái o blog prometido no racha:

http://henrique-1234.blogspot.com/

abraço!