sexta-feira, 6 de novembro de 2009

conversa com o marcílio

é que domingo eu vou no mineirão. atlético e flamengo. o adriano é o centroavante do flamengo; diego tardelli, do atlético:

marcilio diz:
e aí, danis... vai ver o show do Adriano, ou desistiu?

danislau diz:
uai, cara, o show dele foi cancelado

mas arrumaram um substituto

acho q vai ser até mais massa

vai no myspace dele ó

www.myspace.com/diegotardelli

sejamos

q desencadeia um grande momento?

há os grandes momentos premeditados e os grandes momentos imprevistos. bom pensar no surfe dos acontecimentos desencadeadores de um grande momento imprevisto.

eu sempre fui um apaixonado por jam session musical. abrir-se para uma jam é confiar nos deuses que moram no correr dos fatos bons. mergulhar na surpresa, como diz o maurício pereira. quando há jam, o mergulho é junto. não há jam sem abraço. wagner e eu sempre conversamos, desconfiados, sobre isso: a (im)possibilidade de se estar juntos. caetano: o certo é fazendo música.

eu sempre gosto de reconstituir a história de um grande momento. é quase possível identificar um príncipio de ordem dirigindo tudo, regendo todas as conjunções, apesar do aparente desapego dos fatos a qualquer vontade direcionadora. é preciso saber ler as histórias que se desenham - e fazer uma jam com o destino

todo começo é involuntário
deus é o agente


então eu abro a janela transtemporal do youtube pra gente espionar a jam session que rolou por ocasião de uma oficina que o porcas borboletas e o vane pimentel realizaram dentro da conexão vivo 2009 (achou a frase grande? a próxima é bem pequena).

vejamos

esse texto me obrigou a existir

pegou na minha mão, disse. passeia a faca.

descarga de eletrons sobre minha cara, o monitor é quase um sol a atravessar. há mais música no tectec do teclado que beleza literária no planeta que ergo nesse contra-sol. todas as palavras são mais tempo que espaço, cada palavra é uma coreografia desses meus dedos tão acostumados ao calor dos cigarros e ao refresco da boca. a pressa do tectec pode sugerir a ideia de consciência do percurso, mas ram: meus dedos remexem no palheiro em busca de alguma coisa que sabem não ser agulha.

esse texto me obrigou a existir, e eu tenho que confessar minha intenção pessoal de baterem meus dedos sempre sobre as mesmas letras de seu nome. mas que é minha intenção pessoal perto da urgência desse texto existir?

mas eu ia escrever só seu nome nesse texto que me obrigou a existir. e q agora existe, frustrado, mudo de seu nome.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

jornal correio

aos os

e hj é o dia de minha estreia no jornalismo brasileiro. desculpe. começando de novo.

né não. é que vou dividir a coluna musicais, do jornal correio, de uberlândia, com a adreana oliveira. semana sim, semana não, a coluna apresenta um texto meu.

e o texto dessa semana foi aos ares hj. extra extra, deve ter um menino gritando na praça tubal vilela.

e está na internet tb. aqui ó:


por favor, relevem a foto q está ao lado do texto da internet. é a foto do vitor hugo. mas, pensando bem, tudo a ver a foto de um outro cara ali. a ver com o texto. suspense? confiram.

bjos!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

queijo elétrico

(peço desculpas aos internautas)

entrou no ar a última edição do Queijo Elétrico, webtv de BH, legal às pampa.

e tem entrevista com o titio, nessa edição.

foi bem legal. eu tinha dado um rolé pelas ruas do centro, aí cheguei no local onde o porcas ia tocar, transtornado de prazer com o banho nas luzes de mercúrio da praça raul soares. tinha o pessoal organizando o set pra alguma gravação de video. olhei e disse: nossa, tá bonito esse set. o edifício JK tá bem a propósito. aí os meninos disseram: a entrevista é com vc, doidão!

http://www.youtube.com/watch?v=5ZPrYaPp9hY
parece que acendeu uma coisa dentro

o intervalo entre o primeiro e o segundo encontro abriga uma angústia doce

terra, do caetano, é uma tour afetivo-espacial

ninguém supõe a morena dentro da estrela azulada

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

terceira pessoa

o hudson acabou de atribuir a mim a seguinte frase

o homem sem chifre é um animal indefeso


aí eu perguntei: eu disse isso mesmo, bro?

disse sim, lá na sua casa do santa mônica



(a vida é boa)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

iggy, is it fun?

is it fun? from danislau também on Vimeo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

jambolada

todo ano, antes de ir pro jambolada, eu escuto memory of a free festival, do david bowie

meus amigos todos estão num corre-corre danado, cruzando a cidade com o celular na mão, conferindo os mil oks. q leva os meninos a tanta movimentação?

A JAMBOLADA !

que começou ontem, lindamente, como sempre. muita gente, quanta beleza.

e hj tem mais. de tarde agora mesmo, às 16 horas, tem uma mesa da jambolada literária. xico sá vem aí, mil tererês. alex antunes já está na cidade desde quarta. e o rui mascarenhas chegou ontem. que beleza. eu e robisson sete, junto com esses malucos, participamos da mesa. dsmais legal.

e de noite são os vixe marias.

ó a programação aqui

www.jambolada.com.br

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

trilha sonora oculta

hoje eu tava indo a pé pro cinema
sem camisa
ouvindo walk man
mirando o cantor que cantava
qdo levanto os olhos
são os olhos de uma menina linda
vindo
que vejo

pan-cinema permanente

aí na volta
o tarantino na cabeça
paro pra tirar a camiseta
qdo saio de dentro dela
os fios do walk man todo despenteados
e eu tentando arrumar
desvio os olhos como se atendesse chamado
e revejo os olhos tão vivos daquela que foi e voltou

q sons ouviu? q filmes viu?
q ocorreu
dentro desses dois parênteses que foram o encontro da ida
e o encontro da volta?

transparênteses, rejam-nos

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

uma lady

é que acabei de comer um misto, por isso tô digitando assim com esses dedinhos de condessa

minha nobreza é isso, tem sempre um fundo de manteiga

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

luar como esse do ser tão

não há vida depois da morte
pq se houve vida depois da morte
o que não houve foi a morte

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

bandeiras no vento de são carlos

são carlos ontem foram luzes nas dezesseis pontas da rosa dos ventos

o fenômeno da luz elétrica ainda impressiona

estou com daniel belleza e paulo barnabé diante de três mastros de bandeira, nus de qualquer tecido. paulo lança a enquete: q bandeiras vcs penduravam nesses mastros?

primeiro a responder foi ele mesmo. na primeira bandeira, a foto de uma mulher nua. na segunda, uma tocha, uma super tocha, acesa. na terceira, ele mesmo, vestido de romano, ramo de folha sobre as duas orelhas e tudo. de imperador.

a free mind do paulo faz a gente rir delicioso ontem.

daniel belleza produziria 3 bandeiras amarelas, as três juntas formando a frase, cada palavra em um tecido: NÃO ESTIVE AQUI. a letra é pink rosa.

ricardim apareceu e disse q a bandeira dele seria a bandeira do PT. O Partido Transparente. Uma bandeira translúcida, virgem de qualquer imagem. minha mente tentou empurrar a imagem de uma bandeira de plástico, a única q julgou capaz de transparência. não, minha outra mente retrucou. é tecido, e é transparente, a bandeira do ricardim.

pra hj de manhã eu ter ido na igreja da praça da igreja com cúpula. fui lá agradecer a curvatura daquele teto existir. dou por mim na segunda nave, a sacristia, onde queimava pra sempre a luzinha elétrica vermelha querendo ser fogo. nos vitrais , muito azul, algum amarelo, vermelho quase nenhum. os vitrais estão acesos, e o arredor é um incêndio frio, azulado. nem alegre, nem triste, nem poeta: santo.

e fui eu o escolhido para colher o sorriso meio débil do senhor que achou por bem amanhecer na inutilidade de pousar os joelhos sobre o macio da almofada do banco da sacristia.