o grande amigo e parceiro das antigas alessandro carvalho acabou de me mostrar o flyer do cineclube da esquina. trata-se do momento em se projetará o filme tapete vermelho, no pátio do mercado municipal de uberlândia. pra logo depois rolar o debate com a iara magalhães, e bate-papo e show com luiz salgado e tarcísio manuvéi.

achei genial a ideia. fiquei na verdade foi comovido. cinema ao ar livre me parece uma coisa de extrema potência. não sei nem por que, direito. as paredes do cinema (responsáveis, justiça seja feita, pelo som, pela coesão do som, tal) acabam criando uma bolha, o q é muito legal. ver cinema em sala de cinema é mergulhar num outro mundo, distinto da "vida real", o q é fantástico.

mas ver cinema em ambiente não-distinto da vida real, puxando com os pulmões o prana do ar, talvez lá no alto o cinema primitivo da lua, é uma coisa de se mudar a vida.

comigo foi assim. primeiro filme q vi no cinema foi em três marias, no cinema ao ar livre que tinha no meio do cerrado lá. a incrível fábrica de chocolates, versão antiga. me lembro do desespero que me deu, naqueles momentos. descemos do carro: foi ver a tela multicolor e pegar na mão do meu pai. jovem demais pra viajar no roteiro, curti o filme como se contemplasse um aquário. chegou a doer o impacto daquelas cenas todas.

então é torcer pra q todos os meninos pintem no mercado. menino incluindo, claro, até os vovôs. pq o vovô é só um menino que cresceu. e o cinema sempre fala ao menino.

2 comentários:

Samuel Giacomelli disse...

Que nostalgicos comentários púberes sobre a magia cinematográfica!

Ehhh boi! Vamos ao mercado!

.,. o que é que eu tenho a ver com isso?.,. disse...

putz, sir star!
que como-coisa!
comovi......
beijo