qta coisa aconteceu, tem acontecido, coisa grande mesmo q esse blog não consegue alcançar. ainda nem falamos do lirinha semana passada em uberlândia com o mercadorias e futuro. momentos iniciais da turnê pele do asfalto. não falamos ainda do otto tocando com o porcas na sexta-feira. nem do vane pimentel barbarizando no palco da conexão vivo. não-falares. tempo tempo tempo tempo. acontecendo as coisas vão.

agora esse eu está em sampaulo, bom e velho centrão, feiíssimo centrão, pitoresco centrão. me sinto em casa aqui, e ngm me diz oi. acabei de ver uma lavanderia à moda antiga, uma loja de fogões do século passado, um cinema pornô de onde saiu um bigode palitando os dentes.

vontade muita de escrever, porque tudo aqui é pra isso.

hospedado no hotel américa do sul, vista pra são joão, quarto de poeta, disse pro enio. mas vontade de estar no rio, atendendo a chamados pretéritos q agora se manifestam. qdo for falar do chacal, explico. adianto: matava aula no colegial lendo o chacal e amigos dele na biblioteca do centro de uberlândia, e não sei pq, ali, naquilo, experimentava o rio. agora é questão de necessidade, de trabalho. estar no rio porque aquele ar e aquele sal vão temperar bem o q está por vir. o certo é na biblioteca, cabeça a mil, calado.

ontem a gente foi no show do radiohead & los hermanos & kraftwerk.

uma vez eu estava no site do kraft e qdo vi já estava fuçando sites das agências de viagem. é q tinha q ver o kraftwerk de qq jeito, e tinha show só em sidnei. entrei nas agências, caras demais as passagens. gabo-me: considero, rapaz, a possibilidade de ir pro japão.

mas a montanha veio a maomé, e o q pensei foi q a turma deles é o kubrick, o beethoven, o cervantes, o van gogh, os beatles. nunca, em arte, vi nada igual. obra de arte perfeita. as tematizações: radioactivity, tour de france, aerodinâmica, man machine, the robots etc.

sem boa noite galera. sem linguagem discursiva. só ícone.

depois falo mais?

radiohead a galera atrapalhou um pouco. fã, já viu. o fã está para a música pop como o torcedor está para o futebol. a obtusidade dos fãs. me lembro do itamar pedindo pra platéia, antes do show: por favor, palminha só no final. eu assino embaixo. detesto palminha. povo ontem bateu palminha demais. ru ru ru ru ru. com palminha no meio. mas tudo bem, o titio é q está velho. show dos caras foi lindíssimo tb.

agora vamo q vamo. mixando disco do porcas, mais 5 dias de trampo e tudo está pronto.

passo no rio, volto salgado, dou um beijo no rosto de quem eu amo, e é muita gente, nunca fui exemplo pra ninguém. desculpa ê.

3 comentários:

Anônimo disse...

Sou um homem comum, qualquer um
Enganando entre a dor e o prazer
Hei de viver e morrer como um homem comum
Mas o meu coração de poeta projeta-me em tal solidão
Que às vezes assisto a guerras e festas imensas
Sei voar e tenho as fibras tensas
E sou um
Ninguém é comum e eu sou ninguém
No meio de tanta gente de repente vem
Mesmo eu no meu automóvel no trânsito vem
O profundo silêncio da música límpida de Peter Gast
Escuto a música silenciosa de Peter Gast

Sou um homem comum, qualquer um
Enganando entre a dor e o prazer
Hei de viver e morrer como um homem comum
Mas o meu coração de poeta projeta-me em tal solidão
Que às vezes assisto a guerras e festas imensas
Sei voar e tenho as fibras tensas
E sou um
Ninguém é comum e eu sou ninguém
No meio de tanta gente de repente vem
Mesmo eu no meu automóvel no trânsito vem
O profundo silêncio da música límpida de Peter Gast
Escuto a música silenciosa de Peter Gast

Peter Gast, o hóspede do profeta sem morada
O menino bonito Peter Gast
Rosa do crepúsculo de Veneza
Mesmo aqui no samba-canção do meu rock'n'roll
Escuto a música silenciosa de Peter Gast
Sou um homem comum


não resisti...
beijo
mafra

Schwartz disse...

(que pena, mafra.)
danislau, vc me deve post pro site. eu já escrevi demais sobre o evento agora quero: vc, lira, chacal e otto. abratz.

.,. o que é que eu tenho a ver com isso?.,. disse...

uai, schw, pena porque?